Nossa

Fundada no dia 5 de maio de 1967, a Acompar tem sua origem relacionada com a remoção de uma comunidade, conhecida como Vila Teodora, para a região Norte do município de Porto Alegre. Na ocasião, o pároco Luís Conte começou a realizar atendimento com as famílias removidas, principalmente, mulheres e crianças. Nascia então a Ação Comunitária Paroquial – em seu nome, notam-se tanto o estreito vínculo com a igreja católica, como também a participação ativa da comunidade. Em pouco tempo, passou a oferecer cursos profissionalizantes para mulheres da comunidade: corte e costura, confecção de acolchoados, bordados, tricô e crochê e trabalhos manuais. Naquela ocasião, tudo acontecia em somente uma sede. Durante os anos 1970, firmamos importantes parcerias com a Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor – Febem, e com Associação de Apoio à Criança e ao Adolescente – Amencar. Com isso, passamos a oferecer também atendimento extraclasse e creche para aproximadamente 330 crianças e adolescentes. Era a época do Código de Menores. Já em meados dos anos 1980, inauguramos a creche PIÁ Núcleo II com recursos do Lions Club-Centro de Porto Alegre, para o atendimento de 110 crianças de zero a sete anos em turno integral. Também instalamos uma padaria para contribuir com as despesas de alimentação do público atendido. Naquela ocasião, a administração da Acompar estava nas mãos das Irmãs Carlistas. A década de 1990 foi um período de grandes transformações. Acompanhamos a aprovação do Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, e assumimos o novo paradigma: as crianças e adolescentes passaram a serem vistos como sujeitos de direitos. Entretanto, esse período ficou marcado também pela crise financeira e pelo empobrecimento institucional. Houve uma ruptura na relação com a Mitra Arquidiocesana. Foi o momento de nova organização: uma equipe de funcionários, junto com seus familiares e alguns pais das crianças atendidas, assumiu a direção da organização. Mas nada disso impediu que participássemos da criação do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, do Fórum das entidades do município e do Fundo municipal dos direitos das crianças e dos adolescentes. Ainda fizemos parte da primeira gestão do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente – CMDCA. Também nessa época, conquista o primeiro convênio com a Secretaria Municipal de Educação – Smed, para 60 crianças da Educação Infantil, além do convênio com a Fundação de Educação Social Comunitária – Fesc, para o programa Brasil Criança Cidadã. Firmamos convênio com o Banco do Brasil e demos início ao Programa Adolescente Aprendiz. Durante os anos 2000, a Acompar cresceu. Ora com recursos próprios, ora através de parcerias com a Prefeitura ou com o segundo setor, atualmente, contamos com cinco núcleos em pontos estratégicos da Zona Norte de Porto Alegre, onde desenvolvemos as atividades de Educação Infantil de 0 a 5 anos, SCFV de 6 a 14 e de 15 a 17 anos, o Programa de Aprendizagem e o Serviço Especializado em Abordagem Social – que assumimos a partir de 2007.

Em 2017, realizamos uma importante transformação: adequamos o nome da organização, que passou de “Ação Comunitária Paroquial” para “Ação Comunitária Participativa”, fazer refletir no nome, sua identidade atual. Mudamos também nossa logomarca; se antes havia o desenho que representava uma família nuclear tradicional, agora notamos na logomarca a diversidade de pensamentos, traço característico da sociedade atual, percebido tanto nos atendimentos como em funcionários. No ano passado, fomos homenageados pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, por nossa história de 50 anos de atuação junto a comunidades periféricas no município de Porto Alegre. Para 2018, estamos inauguramos um novo ciclo, e construímos coletivamente um novo Planejamento Estratégico 2018-2022, processo pelo qual a organização definiu seus objetivos e metas para os próximos cinco anos. Nesse sentido, a Acompar se alinhou com diretrizes internacionais instituídas pela Organização das Nações Unidas – ONU, e integrou em seu Planejamento, a Agenda 2030: trata-se de um plano de ação para pessoas, para o planeta e para a prosperidade, que busca fortalecer a paz universal. O plano indica 17 objetivos de desenvolvimentos sustentáveis – os ODS, para erradicar a pobreza e promover vida digna para todos e todas, dentro dos limites do planeta. Os ODS devem ser implementados por todos os países do mundo durante os próximos 15 anos, até 2030. A partir disso, a Acompar incluiu a educação ambiental no seu Planejamento Estratégico, através do objetivo: AGREGAR A EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO CAPACIDADE TRANSVERSAL. Nessa direção, nossa primeira ação em 2018 sobre educação ambiental é o Projeto Tampinha Legal, que vem trazendo bons resultados, tanto sobre o impacto do plástico no meio ambiente, como na mobilização da comunidade quanto ao cuidado ambiental. Entretanto, reconhecemos que a educação ambiental ainda é um grande desafio nos tempos atuais. E a Acompar assumiu mais essa responsabilidade! Contamos com você! Dê valor para a vida em harmonia com a natureza! Junte-se a nós!

MISSÃO

DESENVOLVER UM TRABALHO COM AS FAMÍLIAS EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL ATRAVÉS DOS SERVIÇOS E PROJETOS OFERECIDOS PELA INSTITUIÇÃO.

VISÃO

A ACOMPAR SENDO RECONHECIDA COMO EXCELÊNCIA ENQUANTO TRANSFORMADORA DA REALIDADE SOCIAL.

VALORES

SOLIDARIEDADE, COMPROMETIMENTO E RESPEITO.

PROPOSTA PEDAGÓGICA

A ACOMPAR FUNDAMENTA SUA PROPOSTA PEDAGÓGICA NA POSTURA SOCIOINTERACIONISTA, RESPALDANDO-SE NOS PRINCÍPIOS DE COOPERAÇÃO, SOLIDARIEDADE E RESPEITO ÀS DIFERENÇAS. ATRAVÉS DE UM AMBIENTE DESAFIADOR, PRETENDE FAVORECER O DESENVOLVIMENTO INTEGRAL DO INDIVÍDUO, CONSIDERANDO-O EM SUAS DIMENSÕES FÍSICA, AFETIVA, COGNITIVA E SOCIAL. DENTRO DESTA CONCEPÇÃO, VISA CONTRIBUIR PARA A CONSTRUÇÃO DA AUTOESTIMA, DA IDENTIDADE INDIVIDUAL E DE GRUPO, BEM COMO PARA A FORMAÇÃO DE SUJEITOS AUTÔNOMOS E CRÍTICOS, CAPAZES DO EXERCÍCIO PLENO DA CIDADANIA.

PRINCÍPIOS

ÉTICO

QUE OS EDUCANDOS SEJAM AUTÔNOMOS E RESPONSÁVEIS SAIBAM SER SOLIDÁRIOS ATRAVÉS DO DIAGNÓSTICO DE SUAS REALIDADES E APRENDAM A RESPEITAR O QUE É DE TODOS.

ESTÉTICO

QUE OS EDUCANDOS SEJAM FORTES, PORÉM SENSÍVEIS, QUE SAIBAM USAR DE TODA A SUA CRIATIVIDADE E DIVERSIDADE PARA MANIFESTAR AS MAIS VARIADAS FORMAS DE ARTE E CULTURA.

POLÍTICO

QUE OS EDUCANDOS RECONHEÇAM OS SEUS DIREITOS, MAS QUE ACIMA DE TUDO TAMBÉM OBEDEÇAM AOS SEUS DEVERES, QUE SEJAM CRÍTICOS E LUTEM POR UM PAÍS VERDADEIRAMENTE DEMOCRÁTICO.